"Após 21 dias muito difíceis", Campina superou pior fase da pandemia, diz diretor do Pedro I


Médico, que há mais de um ano está na linha de frente no combate à doença, aponta indícios de superação da pior fase na cidade, após "21 dias muito difíceis"

O diretor do Hospital Municipal Pedro I, médico Tito Lívio, fez nesta segunda-feira, 14, durante entrevista concedida à uma emissora de rádio local, uma avaliação do atendimento às pessoas acometidas pela Covid-19 naquela unidade hospitalar. Segundo ele, 500 pessoas são atendidas diariamente, após três duras semanas de enfrentamento da terceira onda da Covid-19. Contudo, garante que, apesar de tudo, a situação está sob controle, não havendo risco de superlotação no hospital. 

De acordo com Tito Lívio, nas últimas 24 horas, o hospital registrou 11 admissões e 16 altas. Na última semana, houve diminuição sensível na procura, podendo isto sinalizar que a terceira onda da Covid-19 em Campina Grande esteja passando depois de 21 dias muito difíceis. Nesta segunda-feira, estão internados 126 pacientes, sendo 70% na UTI e 84%, no setor de Enfermaria. Os números atestam que a situação está sob controle, na avaliação do médico, após um ano de experiência no enfrentamento à doença. 

Também não se constata, de acordo com o diretor do Pedro I, um alto índice de vítimas em decorrência de comorbidades, especialmente de pessoas obesas e idosas, demonstrando-se que não existem mais fatores específicos para a doença, a exemplo da idade. A nova cepa, então, atinge qualquer tipo de pessoa, daí a necessidade da população em geral reforçar os cuidados contra a pandemia. 

Estrutura

Conforme relatou Tito Lívio, o Hospital Pedro I sempre foi de portas abertas para o tratamento exclusivo da Covid-19, hoje contando com uma estrutura de 165 leitos, sendo 60 na UTI, enquanto o restante é do setor de Enfermaria. Trata-se do maior hospital especializado em Covid no Estado, mas caso seja necessário, pessoas serão levadas ao Hospital Dr. Edgley, no bairro de José Pinheiro, que está em fase de conclusão em uma reforma na estrutura para adaptação ao acolhimento de pacientes covid. A unidade contará com 40 leitos para atender à população regional.

“Hoje, temos cerca de 500 atendimentos por dia, mesmo porque continuamos recebendo pessoas de toda a Paraíba, com médicos 24 horas. Lembro, conduto, que o município ainda dispõe de outras estruturas, a exemplo da UPA do Alto Branco”, ressaltou. 

Por fim, voltou a pedir o apoio da população para não se descuidar quanto às medidas preventivas, afinal cada cidadão deve colaborar com a atual política sanitária implantada na cidade.

Codecom