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Sebrae: 38% dos pequenos negócios da PB usam até 50% do faturamento para pagar dívidas


Pilar decisivo no processo de administração de uma empresa, a gestão financeira tem preocupado os empreendedores de pequenos negócios na Paraíba. Foi o que constatou a 13ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae Nacional em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, que entrevistou 81 empresários paraibanos entre os meses de novembro e dezembro, 32% deles afirmaram que possuem dívidas ou empréstimos com o pagamento em atraso.  

Por sua vez, 37% dos entrevistados paraibanos disseram que também possuem dívidas ou empréstimos ativos, mas que estão com os pagamentos em dia. Ainda em relação a esses débitos, a pesquisa do Sebrae quis saber dos empresários o quanto eles impactam as finanças do negócio. 

Sobre esse questionamento, a maior parte dos entrevistados, 44%, informou que o pagamento das dívidas representa menos de 30% dos custos mensais da empresa. Já para 38% dos participantes da pesquisa, o pagamento de dívidas representa entre 30% e 50% do faturamento mensal. Por fim, 12% dos empreendedores paraibanos disseram que mais de 50% dos custos mensais de seus negócios estão vinculados ao pagamento de débitos. 

Ainda abordando aspectos relacionados à gestão financeira dos negócios, o Sebrae e a FGV perguntaram aos empresários qual é o fator que mais dificulta o retorno da empresa para a situação financeira que ela tinha antes da pandemia. De acordo com os resultados, 55% dos entrevistados apontaram como principal fator o aumento dos custos com insumos, combustível, aluguel e energia.  

Já 25% disseram que a principal dificuldade é a falta de clientes, seguidos por 14% que mencionaram as dívidas com empréstimos. Além disso, para 3% dos entrevistados, o principal fator está relacionado com as dívidas junto aos fornecedores, enquanto 1% destacaram as dívidas com impostos. Para a gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, os dados da pesquisa evidenciam os desafios que estão postos para os pequenos negócios nos próximos meses.  

“A realidade dos pequenos negócios tem sido de muitos desafios na Paraíba, principalmente pelas restrições e adversidades da pandemia, do aumento dos custos, dos problemas para acessar o crédito, além da inflação em alta e da demanda contida. Apesar desse cenário, percebemos um movimento de recuperação em 2021, com esforços para a economia voltar a aquecer em 2022”, pontuou Ivani Costa. 

Ainda conforme a gerente, para que essa retomada possa ser ainda mais efetiva em 2022, é necessário apoiar as micro e pequenas empresas. “É importante considerar uma proposta sustentável para ampliar o financiamento de micro e pequenas empresas, de forma a contribuir para o aumento da produtividade desses negócios, que são importantes para a economia, por representarem cerca de 99% das empresas paraibanas”, acrescentou a gerente.  

Assessoria

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