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Conciliador e "reserva moral", Ivandro trocou protagonismo político pela família e a paz


Ivandro Moura Cunha Lima morreu dois dias após completar 92 anos com um currículo relativamente modesto na política quando se leva em consideração os espaços que poderia ter ocupado nesse meio. E foi assim por personalidade e opção.
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Remanescente da primeira geração da família Cunha Lima, o irmão de Ronaldo vivia quietamente, há muitos anos, no retiro do seu lar e afastado da linha de frente das disputas políticas.

Ivandro, que foi candidato a prefeito de Campina Grande em 1976, perdendo a disputa para Enivaldo Ribeiro, teve tempo, entretanto, de ver o neto Bruno se eleger para o cargo em 2020.

Aliás, o respeito do grupo político à figura de Ivandro Cunha Lima teria sido um fator decisivo na verdadeira disputa da última eleição municipal, aquela que ocorreu internamente, para definição do candidato do grupo liderado pelo então prefeito Romero Rodrigues. 

E mesmo para além do respeito, havia uma dívida do grupo para com Ivandro que, com seu espírito conciliador, várias vezes abriu mão de posições de proeminência, em termos de mandatos eleitorais, para permitir composições e acomodações políticas.

Em meio às turbulências típicas dos círculos do poder, Ivandro Cunha Lima construiu uma trajetória sem polêmicas ou controvérsias, sendo, inclusive, reconhecido como uma “reserva moral” da família.

Advogado, tabelião, bacharel em direito e agropecuarista, Ivandro foi deputado federal por dois mandatos e senador. Mas, elegeu a família como maior conquista e, em família, viveu e morreu em paz.  

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