Jô Oliveira divulga nota de repúdio da Frente de Mulheres de Campina Grande. Leia


Leia a nota divulgada pela parlamentar, na íntegra, através de suas redes sociais.

FRENTE DE MULHERES DE CAMPINA GRANDE

NOTA DE REPÚDIO – BASTA DE DESRESPEITO COM AS MULHERES!

Nós, mulheres de diversas organizações, coletivos, fóruns e sindicatos que integram a Frente de Mulheres de Campina Grande, tornamos público, mais uma vez, nosso mais firme e indignado repúdio à postura negligente, desrespeitosa e antidemocrática da Prefeitura de Campina Grande em relação às mulheres deste município.

No dia 25 de julho, denunciamos a ausência de convocação da etapa municipal da 5ª Conferência de Políticas para as Mulheres — espaço legítimo de construção coletiva, participação social e proposição de políticas públicas voltadas à garantia dos nossos direitos. No mesmo dia, a Prefeitura, por meio da Coordenadoria da Mulher, publicou uma nota sucinta informando a realização da Conferência no dia 28 de julho, das 7h às 13h, no Teatro Rosil Cavalcanti. Também anunciou que as inscrições ocorreriam entre os dias 17 e 21 de julho, sem informar como ou onde seriam realizadas.

Na data de hoje, foi divulgada uma ficha de inscrição virtual (formulário Google), com prazo de apenas cinco dias, e indicando outro local para o evento: o miniteatro Paulo Pontes (anexo ao Teatro Municipal) — local novamente inapropriado, pois comporta apenas 80 pessoas, em um município com mais de 419 mil habitantes.

Trata-se de uma manobra inaceitável. Convocar uma conferência em cima da hora, com poucas horas de duração, em plena segunda-feira, durante o horário comercial, é excluir deliberadamente as mulheres que trabalham, que cuidam de suas famílias e, especialmente, as mulheres do campo e das periferias, que enfrentam ainda mais obstáculos para participar. A escolha de um local inadequado demonstra, mais uma vez, a intenção de esvaziar o evento.

Além disso, não foi anunciada a composição da Comissão Organizadora — elemento indispensável para garantir transparência, paridade e representatividade no processo. Tampouco há definição clara sobre a atual estrutura do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, que segue desativado ou sem funcionamento, embora devesse conduzir este processo. Essa ausência de estrutura e transparência aprofunda a crise de representatividade e evidencia o total descaso da gestão municipal com a política para as mulheres e com os instrumentos de participação democrática.

Reforçamos: realizar a Conferência é dever do poder público. Não realizá-la, ou promovê-la de forma simbólica e esvaziada, é um retrocesso inaceitável e um ataque direto à cidadania das mulheres de Campina Grande.

Diante disso, exigimos:

- A redefinição imediata da data, do local, do horário e da duração da etapa municipal da 5ª Conferência, garantindo condições reais de participação ampla e diversa;

- A publicização transparente da Comissão Organizadora, com participação efetiva da sociedade civil;

- O respeito à função democrática da Conferência como espaço de escuta, construção coletiva e formulação de políticas públicas para as mulheres de Campina Grande.

Seguiremos firmes, organizadas e vigilantes, exigindo respeito, participação e políticas públicas que respondam à realidade das mulheres do nosso município.

Nenhuma mulher será deixada para trás!

Frente de Mulheres de Campina Grande

Campina Grande, 16 de julho de 2025

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