Arrecadação própria subiu 74% na primeira gestão de Bruno. Incremento foi de 90% no ISS e 65% no IPTU


A arrecadação tributária própria do Município de Campina Grande apresentou crescimento expressivo entre 2021 e 2024, período que corresponde integralmente à primeira gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. Dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba indicam aumento consistente em todas as principais fontes de receita municipal, evidenciando a ampliação da base arrecadatória e o fortalecimento das finanças locais ao longo do mandato.

O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) passou de R$ 36,6 milhões, em 2021, para R$ 60,6 milhões em 2024, um avanço de aproximadamente 65%. Já o Imposto Sobre Serviços (ISS) saltou de R$ 77,9 milhões para R$ 148,1 milhões no mesmo intervalo, representando um crescimento de cerca de 90%.

Outro destaque foi o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que registrou elevação de aproximadamente 60%, ao sair de R$ 15,9 milhões para R$ 25,5 milhões. O Imposto de Renda Pessoa Física retido na fonte (IRPF) apresentou o maior crescimento proporcional, mais que dobrando a arrecadação, com alta de 103%, passando de R$ 38,3 milhões para R$ 78,1 milhões.

As taxas municipais também acompanharam a tendência de expansão, com crescimento de cerca de 52%, subindo de R$ 18,7 milhões em 2021 para R$ 28,5 milhões em 2024. Já a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) teve aumento de 25%, passando de R$ 28 milhões no primeiro ano da gestão de Bruno para R$ 35,2 milhões no último.

Incremento geral superior a 74%

No consolidado geral, a receita tributária própria de Campina Grande passou de R$ 215,6 milhões, em 2021, para R$ 376,4 milhões em 2024, período do primeiro governo de Bruno Cunha Lima. O crescimento absoluto foi de aproximadamente R$ 160,7 milhões, o que representa uma elevação de cerca de 74,5% ao longo dos quatro anos. 

Crise sem precedentes

Apesar da alta significativa na arrecadação própria, a gestão do prefeito Bruno apresentou sinais de crise ainda em 2024, a partir de novembro - logo após as eleições. Desde então, os atrasos no pagamento de salários de servidores, assim como de contratos de fornecedores, têm se agravado.

O problema, que inicialmente atingia de maneira mais concentrada a Secretaria de Saúde, se alastrou por toda a administração e chegou ao ápice neste mês de janeiro, com atraso também no pagamento de aposentados e despejos por não pagamento de aluguéis. 

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Lenildo Ferreira (Hora Agora) - Reprodução proibida

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