O poeta, repentista, compositor e advogado paraibano Daudeth Bandeira morreu nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, aos 80 anos. Natural de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, ele era considerado uma das principais referências da cantoria e da poesia improvisada nordestina, com trajetória marcada pela defesa das tradições culturais da região.
Daudeth, nome artístico de Manuel Bandeira de Caldas, nasceu em 9 de junho de 1945 e cresceu em uma família profundamente ligada à poesia e à cantoria, iniciando ainda jovem na arte do verso improvisado. Ao longo de décadas, participou de festivais, congressos e desafios de cantadores em todo o país, conquistando reconhecimento pela habilidade no improviso, riqueza vocabular e firmeza temática, características que o tornaram respeitado entre colegas e admiradores da cultura popular.
Além da atuação artística, o poeta também construiu carreira na área do Direito. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba em 1985, residia em João Pessoa, onde conciliava a advocacia com as apresentações e atividades culturais ligadas à cantoria de viola.
Seu legado inclui poemas e composições amplamente difundidos na música e na poesia nordestina, como Conversando com as Águas e O Plantador de Milho, além de participações em discos e projetos culturais ao lado de importantes nomes da cantoria.
O velório ocorreu em João Pessoa, com sepultamento no Cemitério Parque das Acácias.
