Urgente - Bolsonaro tem quadro delicado e risco de morte não é descartado, revelam médicos


Os médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro informaram nesta sexta-feira (13) que o quadro de saúde ainda inspira preocupação e que o risco de morte não está descartado, apesar das medidas adotadas para estabilizar a condição clínica. Segundo a equipe, o episódio atual é considerado o mais grave entre os problemas respiratórios enfrentados por Bolsonaro nos últimos anos.
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De acordo com o cardiologista Leandro Echenique (foto), trata-se do terceiro quadro de pneumonia apresentado pelo ex-presidente, sendo o mais severo até agora, o que aumenta a possibilidade de complicações e mantém o paciente em situação delicada. O médico afirmou que, mesmo com o tratamento em curso, o risco continuará existindo. Segundo ele, medidas preventivas estão sendo adotadas, mas algumas encontram limitações em razão do ambiente em que o ex-chefe do Executivo se encontrava antes da internação.

A equipe médica explicou que a rápida intervenção ajudou a conter a evolução do quadro, porém a recuperação deve ser mais lenta do que em casos comuns. Conforme os profissionais, as comorbidades apresentadas por Bolsonaro agravam o quadro clínico e exigem acompanhamento contínuo, sem previsão definida de alta. O tratamento com antibióticos deve durar entre sete e quatorze dias, dependendo da resposta do organismo.

Os médicos ressaltaram que, em quadros simples de pneumonia, o paciente muitas vezes recebe medicação por poucos dias e tem alta rapidamente, mas, no caso do ex-presidente, a gravidade exige observação diária e cuidados intensivos, mantendo o estado de alerta quanto ao risco à vida.

Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta-feira para o hospital DF Star, em Brasília, após passar mal enquanto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, onde se encontra preso desde janeiro. Ele chegou à unidade hospitalar em ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente apresentou calafrios e episódios de vômito antes da transferência, o que motivou a remoção imediata para atendimento especializado.
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