A veterinária e professora Fabíola Jundurian Bolonha, atual coordenadora pedagógica do curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande em Cajazeiras, é o centro de uma ação movida pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) na Justiça Federal. O CRM pede que a universidade substitua a coordenação do curso sob pelo fato de Fabíola não ser médica.
Segundo o conselho, a legislação federal determina que a coordenação de cursos de Medicina deve ser exercida por médicos, e a manutenção de uma profissional de outra área na função contraria essa exigência. O órgão afirma ainda que tentou resolver a situação administrativamente, mas não houve mudança.
Em manifestação recente à Justiça, a UFCG detalhou os motivos para a permanência da atual coordenação. Segundo a instituição, no processo eleitoral anterior havia apenas um docente médico apto a assumir o cargo, mas ele não demonstrou interesse. Além disso, uma chapa chegou a se inscrever, mas foi barrada por não cumprir exigências internas, o que impediu a conclusão da eleição.
Diante desse cenário, a universidade informou que a atual coordenação foi mantida de forma provisória para garantir o funcionamento do curso. A UFCG acrescentou que já iniciou um novo processo eleitoral para regularizar a situação.
O cronograma prevê publicação de edital, inscrição de chapas no fim de abril e consulta à comunidade acadêmica no dia 13 de maio. A universidade afirma que, ao final desse processo, fará a designação da nova coordenação observando os critérios legais e institucionais.
O caso está em análise na Justiça Federal da Paraíba.
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Lenildo Ferreira (Hora Agora)
