Alegando uma dívida total de mais de R$ 4 milhões referente a aluguéis, os proprietários do imóvel onde funciona o Hospital Municipal Dr. Edgley, no José Pinheiro, ingressaram com uma ação nesta quarta-feira, 22, pedindo, na Justiça, o despejo da Prefeitura de Campina Grande.
Segundo os proprietários, um acordo estabeleceu o pagamento parcelado de dívidas anteriores a 2022, mas a gestão municipal, após quitar a entrada de R$ 900 mil em fevereiro daquele ano e mais nove parcelas posteriormente, deixou de pagar as três últimas.
Além disso, mesmo após o acordo, segundo os autores da ação, os atrasos continuaram. Em 2023, conforme relatam, foram pagos apenas os meses de janeiro a junho. Em 2024, a prefeitura teria quitado somente maio e junho. Em 2025, houve pagamento apenas em abril e maio. Já em 2026, até o ajuizamento da ação, nenhuma parcela mensal teria sido paga.
O contrato prevê aluguéis mensais que variam entre R$ 90 mil e R$ 95 mil. Somando o saldo do acordo não cumprido e os novos débitos acumulados, o valor total cobrado na ação chega a quase R$ 4,1 milhões, já com atualização.
No processo, os proprietários pedem a desocupação do imóvel, com concessão de medida liminar para retirada do Município caso não haja acordo, além da condenação ao pagamento de todos os aluguéis atrasados.
O caso se encontra na 6ª Vara Cível de Campina Grande e a PMCG ainda não foi citada para se pronunciar. O Hora Agora solicitou um posicionamento da comunicação institucional do Município, que será publicado assim que recebido.
Com a mudança recente no comando da Secretaria de Saúde, após a saída de Dunga Júnior e a nomeação de Gustavo Braga, a pasta tem passado a negociar com vários fornecedores com os quais possui dívidas. Além disso, aparentemente conseguiu regularizar o pagamento dos servidores.
O processo foi movido pelo Instituto de Tisiologia e Pneumologia de Campina Grande, proprietário do prédio.
