O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Estabelecimentos Privados Religiosos Beneficentes Filantrópicos de Ensino do Agreste da Borborema (Sintenp), José Roberto Martins Barbosa, afirmou nesta segunda-feira, 20, que professores estão chegando até a ser agredidos por alunos com transtornos dentro da sala de aula das escolas privadas de Campina Grande.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia da Campina ele tratou sobre paralisação decidida pela categoria para a próxima segunda-feira, 27, e entre os principais pontos de reclamações está o que o sindicato aponta como sobrecarga gerada pelo "atendimento dos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou com altas habilidades".
Segundo José Roberto, a rede privada local não está atendendo as normas em vigor que determinam a existência de equipes multidisciplinares para assegurar a inclusão de todos os alunos, com o devido suporte. Sem esse apoio, a responsabilidade estaria recaindo sobre os professores.
"Desafio qualquer escola em Campina Grande e no Agreste da Borborema a mostrar que está preparada para essa inclusão", afirmou, revelando que, diante dessa realidade, os professores precisam preparar inúmeras atividades diferenciadas para "cada aluno com laudo". O presidente aponta que, durante a última reunião, houve relatos de professores que chegaram a ser agredidos.
O sindicato defendeu a inclusão de alunos com necessidades especiais, mas ressaltou que, da forma como a situação está posta atualmente, estas crianças e adolescentes não estão recebendo a atenção devida - e muitas vezes, conforme José Roberto, os pais pagam mensalidades às escolas sem saber do problema e acreditando que seus filhos estão recebendo a devida assistência.
