Sobrecarga e baixos salários: Professores da rede privada de Campina Grande anunciam paralisação

Professores da rede privada de ensino de Campina Grande vão paralisar as atividades no próximo dia 27 de abril. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria e comunicada por meio de nota oficial do Sindicato dos Trabalhadores de Estabelecimentos Privados Religiosos Beneficentes Filantrópicos de Ensino do Agreste da Borborema (Sintenp).

A entidade afirma que “a reivindicação da categoria decorre do quadro que vem se agravando nos últimos anos, sem avanços significativos nas pautas apresentadas”. Entre os principais pontos estão a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos professores, especialmente no atendimento a estudantes com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou altas habilidades, além da necessidade de melhores condições pedagógicas e estruturais.

Outro fator apontado é a defasagem salarial. Segundo o Sintenp, “o valor da hora-aula permanece em R$ 11,69”, o que, conforme a entidade, não condiz com as responsabilidades da profissão nem com o aumento das demandas em sala de aula. O sindicato também destaca o contraste com os reajustes nas mensalidades escolares, que em 2026 variaram entre 12% e 14% em Campina Grande.

A representação dos professores alega ainda que, nas negociações mais recentes, a categoria tem buscado um reajuste de 6%, enfrentando resistência do setor patronal e afirma que vem “insistindo e buscando aumentar a proposta patronal décimo por décimo”.

Para o sindicato, a paralisação é um instrumento legítimo de mobilização. “Diante desse cenário, a paralisação representa um ato legítimo de mobilização da categoria, buscando garantir melhores condições de trabalho, reconhecimento profissional e condições adequadas para o exercício da atividade docente”, conclui a nota.

Postagem Anterior Próxima Postagem