Polícia investiga servidor da Paraíba que morava em Roraima e recebeu mais de R$ 700 mil em salários


A Polícia Civil da Paraíba concluiu uma investigação que apura um suposto esquema envolvendo um servidor do sistema penitenciário estadual acusado de receber salários sem exercer regularmente as funções para as quais estava lotado. 

Segundo as investigações, os pagamentos feitos pelo Governo do Estado ao longo do período analisado ultrapassariam R$ 700 mil. O nome do investigado não foi informado.

De acordo com os elementos reunidos pela polícia, o investigado ocupava cargo efetivo em unidades prisionais do Sertão paraibano, em municípios como Conceição e Itaporanga, enquanto exercia, simultaneamente, a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima.

As apurações indicam que, mesmo residindo a cerca de 4,9 mil quilômetros da Paraíba, o servidor continuou recebendo remuneração e benefícios funcionais até abril de 2024. Conforme a investigação, também não teriam sido registrados apontamentos de faltas nas unidades onde ele estaria oficialmente lotado.

Levantamento do Ministério Público da Paraíba aponta que o total recebido pelo servidor durante o período investigado seria de aproximadamente R$ 756 mil. A investigação também identificou indícios de irregularidades no controle de frequência funcional.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário com o indiciamento de cinco pessoas, em tese, pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. O processo segue em tramitação judicial.

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