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| Ciro admite erro do partido. Lula Marques - Agência Brasil |
O PP (Progressistas), através do seu presidente nacional, o senador Ciro Nogueira (Piauí), admitiu algo surpreendente: o partido esqueceu de formalizar junto à Justiça Eleitoral a filiação da senadora paraibana Daniella Ribeiro, que retornou à legenda em abril do ano passado – uma volta com fartos registros públicos, assinatura da ficha de filiação e comunicado ao Senado.
A defesa de Daniella se pronunciou, após ser intimada pelo Tribunal Regional Eleitoral porque a parlamentar segue formalmente filiada ao PSD. Os advogados juntaram à manifestação notícias, comunicados internos e demonstrativos de que o próprio Senado passou a registrar que a paraibana pertence aos quadros do PP.
Conforme o jurídico da senadora, a ausência de filiação formal ocorreu por “culpa e omissão estritamente dos órgãos de direção nacional do Partido Progressistas, os quais deixaram de inserir os dados da filiada na lista partidária tempestivamente transmitida à Justiça Eleitoral, conforme certidão emitida pelo Presidente Nacional da agremiação, Ciro Nogueira”. Em outro trecho, o jurídico aponta “desídia” por parte do PP.
No documento apresentado, Ciro Nogueira reafirma que Daniella assinou a ficha da legenda em 23/04/2025. “A não inserção da sua filiação no sistema do Tribunal Superior Eleitoral decorreu de erro do Partido Progressistas, já que a Senadora cumpriu todas as formalidades legais”.
IMPUGNAÇÃO DO MPE
Outra novidade constante do processo de pedido de registro de candidatura da senadora Daniella Ribeiro é mais uma impugnação, desta vez por parte do Ministério Público Eleitoral.
Na peça, assinada pelo procurador Regional Eleitoral Marcos Alexandre Queiroga, consta o entendimento de que Daniella não pode ser candidata a outro cargo, por força da chamada inelegibilidade reflexa, mesma tese defendida pelo candidato a deputado estadual Ulisses Barbosa, em ação protocolada pelo advogado e militante do PSOL Olimpio Rocha.
Ainda não houve pronunciamento da defesa de Daniella sobre esse ponto. O MPE pede que seja negado o registro da senadora à candidatura para primeira suplente de Nabor Wanderley (REP).
