A vereadora Kallyna Dias (PSB) apresentou documentos para contestar a versão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, de que o Governo da Paraíba teria sido responsável pela demora no avanço do projeto de construção de uma escola estadual no Complexo Habitacional Aluízio Campos, em Campina Grande.
Em uma publicação, Bruno rebateu a cobrança feita pelo governador Lucas Ribeiro (PP) sobre a cessão do terreno. Em vídeo divulgado neste fim de semana, a parlamentar destacou as datas das assinaturas do termo de cessão do terreno destinado à unidade de ensino.
O documento apresentado é o Termo de Cessão de Uso nº 002/2026, que tem o Município de Campina Grande como cedente e o Governo do Estado como cessionário. A área destinada à escola possui aproximadamente 11,1 mil metros quadrados.
Kallyna chamou atenção para a cronologia das assinaturas. Apesar de o termo trazer a data de 13 de abril de 2026, a verificação das assinaturas digitais exibida pela vereadora indica que o procurador-geral do Município assinou o documento no dia 14 de abril, enquanto a assinatura do prefeito Bruno Cunha Lima foi registrada apenas em 3 de setembro.
A parlamentar argumenta que a data é relevante para estabelecer quando a cessão foi efetivamente formalizada pelo Município. Segundo ela, já existiam tratativas e interesse do Governo do Estado na implantação da escola, mas a conclusão da cessão da área era necessária para o avanço das demais etapas.
Ao divulgar os documentos, Kallyna também rebateu críticas direcionadas ao Governo do Estado e afirmou que o debate sobre o empreendimento deve considerar a cronologia dos atos oficiais.
“Os documentos mostram a sequência dos fatos e permitem que a população conheça a verdade sobre a cessão do terreno”, afirmou. A vereadora ironizou a fala de Bruno, classificando-a como "um desespero eleitoreiro".
