Veja: PF desmente suposta denúncia de Vorcaro sobre financiamento de documentário de Lula


A Polícia Federal negou, nesta sexta-feira (9), que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenha prestado depoimento à instituição relatando supostos repasses de recursos para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação também afirmou não ter recebido da defesa de Vorcaro anexos, documentos ou informações com esse conteúdo. 

A manifestação ocorreu após reportagem da revista Veja divulgar um áudio atribuído ao ex-dono do Banco Master e afirmar que ele teria relatado o pagamento de cerca de R$ 30 milhões em espécie relacionado à produção do documentário “Lula”, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Segundo a publicação, o dinheiro teria sido repassado em meio a negociações para que o banco tivesse acesso a recursos de fundos de pensão de estatais.

A PF esclareceu ainda que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais. Integrantes da corporação informaram à CNN que faltavam elementos mínimos de prova capazes de dar credibilidade aos relatos apresentados. 

A Procuradoria-Geral da República também não recebeu o áudio divulgado pela Veja durante as negociações para uma possível delação. Segundo a CNN, pessoas próximas a Vorcaro confirmaram que a voz na gravação é do ex-banqueiro, mas afirmaram que o conteúdo não integrou depoimento formal às autoridades.

Além disso, mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro, apreendido em 2025, não apresentam registros de pagamentos ou patrocínio ao documentário sobre Lula. O material contém referências a investimentos em filmes relacionados a Jair Bolsonaro e Michel Temer, mas não comprova o suposto repasse para a produção sobre Lula. A ausência desses registros, por si só, também não prova que os pagamentos não tenham ocorrido.

A PF informou ainda que recebeu uma notícia-crime relacionada à publicação e encaminhou o caso à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.

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