"Golpes no turismo – redes sociais e WhatsApp" - Por Alessandro Sousa


Com mais de um ano de pandemia, a cadeia do turismo tem enfrentado uma forte crise econômica que se soma com redução de custos. Agência de viagens, hotéis, guias e receptivos, entre outros vários segmentos foram obrigados a desligar colaboradores de seus quadros. Lamentavelmente, essa é uma informação que o passageiro não toma conhecimento.

Desde o segundo semestre de 2020, o cliente passou a receber inúmeras ofertas hiper, mega, extras econômicas com muitas qualidades e mesmo sabendo que qualidade não anda de mãos dadas com baixos preços, tem cliente que acredita que a crise derrubou preços em mais e 50% dos que eram praticados antes da pandemia e entra nessa.

Em 90% dos casos, essas pessoas não são agentes de viagens e sim freelancers ou empresas sem registros nos órgão governamentais. Muitos ainda usando ilegalmente o cadastro do antigo empregador, enganam seus os clientes com preços baixos com produtos que não existem. Nesse momento de home Office ludibria os passageiros e se apropriam de dados dos clientes de forma irregular.

Sendo essa, abordagem em redes sociais como Instragram, Facebook ou WhastApp o cliente fica sem confirmar a veracidade das ofertas. Há desses, ex-funcionários que usam até crachás, e logomarcas de empresas que já trabalharam ou até mesmo de empresas, os quais, nunca fizeram parte do quadro de funcionários (empresa aérea, hotéis, agência de viagens entre outros). 

As companhias aéreas afetadas, já confirmaram vários casos de clientes que compraram pelo WhatsApp, por e-mail entre outras ferramentas virtuais e quase que em sua totalidade, só descobrem quando chegam ao aeroporto para embarque, tornando a viagem tão aguardada em pesadelo. O fato de uma viagem comprada e emitida na companhia aérea ou em sites, não garante que no check-in estará confirmado seu embarque, muitas vezes o cliente até confirma a compra, mas posteriormente pode ser cancelado pelo emissor. 

As agencias de viagens física garantem maior segurança, é onde o cliente tem o contato físico e jurídico, claro, sendo a agencia um espaço preparado e legalizado.

Já que você passou muito tempo dentro de casa, deixe um pouco o virtual, nos shoppings, galerias, ruas você pode visitar uma agência física, nela você será recebido por um batalhador diário em tempos de pandemia, e sendo a agência devidamente legalizada, você estará fazendo um negócio seguro e sem surpresas desagradáveis.

“O golpe ta ai, cai quem quer”.

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Alessandro S. Farias – Há 22 anos agente de viagens na DeltaTour CPV.


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