Tese da aproximação entre Cássio e Veneziano é velhíssima - e furada. Comprove


Por Lenildo Ferreira

Em uma reportagem para o Diário da Borborema de 31 de julho de 2011, portanto, há quase exatamente 10 anos, escrevi sobre as teses, sempre requentadas pela imprensa a cada ano pré-eleitoral, de suposta volta às pazes entre PMDB e PSDB na Paraíba. O título da matéria era autoexplicativo: “Tentativas de reaproximar PSDB e PMDB são recorrentes. Há 10 anos, 'acordão' quase foi fechado”.

Hoje, quando a mídia paraibana, novamente em ano de véspera de eleições gerais, requenta a teoria, recordo daquela reportagem já de uma década atrás, destacando exatamente o detalhe de que, já então, a tese era velha.

Naquele longínquo 2011, o pano de fundo da matéria foram as ilações em torno de um encontro entre Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital do Rêgo, com muito pano para manga sobre uma suposta costura política entre os dois. Veja trecho do texto de então.

A teoria (...), aparentemente infundada (...), pareceu ganhar tônus quando Cássio e Veneziano, num encontro em Campina Grande no mês de março, posaram sorridentes e amistosos para a imprensa, brindando com taças de suco e água mineral”, registramos.

E, sobre as especulações sempre criativas, ponderamos na matéria: “Na ocasião, tendo em vista a nítida falta de um candidato de peso no grupo do prefeito, chegou-se a especular a possibilidade de Veneziano apoiar o filho do ex-governador, Diogo Cunha Lima, como candidato a prefeito”. 

Da mesma sorte, apontamos o desfecho da malfadada tese: “Ao fim do encontro, Cássio e Veneziano trataram de desmentir qualquer possibilidade de parceria política e, nas últimas semanas, a relação entre os dois voltou ao velho azedume. O ex-governador criticou a gestão municipal, e o prefeito disse que o tucano sofre de ‘ociosidade mental’”.

Novamente dez anos depois, contatos entre os dois personagens voltam a alimentar as manchetes da sempre irrequieta mídia tabajarina, servindo tanto aos anseios de Cássio de se manter em evidência quanto de Veneziano de mandar um duro recado para o governador João Azevêdo, mas de prático e efetivo mesmo, nada.

Só conversa. E furada...