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Vereador chama hospital de “matadouro”: “Estão escolhendo quem vive e quem morre”


Após uma nova audiência pública realizada na semana passada, o vereador Alexandre do Sindicato (UB) voltou a subir o tom contra o Hospital Universitário Alcides Carneiro e o João XXIII que, de acordo com ele, teriam assumido uma postura de criar empecilhos para não receber pacientes regulados pelas unidades de pronto atendimento de Campina Grande.

De acordo com as acusações, os dois hospitais alegam não ter leitos disponíveis ou impõem exigências repetidas para dificultar as transferências, o que, segundo o vereador, estaria resultado inclusive em mortes de pacientes. O assunto, que já foi levado ao Ministério Público, poderá acabar embasando a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Em entrevista ao portal, Alexandre foi bastante duro, sobretudo com a unidade especializada no atendimento de pacientes com problemas cardíacos que, de acordo com ele, estaria fazendo reserva de leitos para priorizar pacientes de uma cidade do Sertão, enquanto doentes agonizam nas UPAs de Campina.

“Se nós formos contabilizar as vidas que foram ceifadas por irresponsabilidade do Hospital João XXIII, são muitas. Na audiência, a representante do hospital ficava sorrindo, o que mostra a irresponsabilidade e a desumanidade que tem o João XXIII para com as pessoas da cidade que precisam daquele matadouro, porque aquilo é um matadouro”, afirmou.

Alexandre garantiu que não estava exagerando em suas declarações. “As pessoas imploram por uma vaga e testemunham de parentes esperando dias, morrendo enquanto aguardam um leito. Isso foi dito, inclusive, por médicos da UPA. Temos registrado em áudio e vídeo”, disse. 

O parlamentar também reafirmou críticas ao HU, assegurando haver provas robustas de que a direção se recusa a receber pacientes. Segundo Alexandre do Sindicato, através dos obstáculos criados para recusar transferências, “esses dois hospitais estão decidindo quem vive e quem morre”. 

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