Pouco mais de um mês após assumir o Ministério do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano está no centro de graves denúncias publicadas pelo portal Metrópoles. Segundo o veículo, Gustavo transferiu a propriedade de três empresas, que somam R$ 400 mil em capital social, para uma ex-assessora parlamentar ligada à família do ministro, em circunstâncias consideradas suspeitas.
De acordo com a coluna assinada por Tácio Lorran, as empresas foram repassadas para Soraya Rouse Santos Araújo, de 43 anos, que atuou como assessora do deputado federal Damião Feliciano, pai do ministro. Ela foi exonerada na semana passada.
À época, Soraya recebia pouco mais de dois salários mínimos e, conforme a reportagem, enfrentava dificuldades financeiras, inclusive com pendências relacionadas ao pagamento de IPTU e ações de cobrança na Justiça.
As empresas envolvidas são a União de Ensino Superior da Paraíba Ltda (UniPB), a Sunset Business e a GCF Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda. A transferência ocorreu em dezembro, mesmo período em que Gustavo Feliciano assumiu o comando do Ministério do Turismo.
O Metrópoles destaca ainda indícios de que os empreendimentos possam ser de fachada. Entre os elementos citados estão endereços que não correspondem a locais de funcionamento das empresas e a permanência de e-mails pessoais do ministro nos registros cadastrais, mesmo após a mudança formal de controle societário.
O portal foi até os endereços das empresas apontados na Junta Comercial e afirma não ter encontrado nenhuma delas.
Até a divulgação da matéria, segundo o portal Metrópoles, o ministro Gustavo Feliciano, a ex-assessora citada e representantes do Ministério do Turismo não haviam se manifestado sobre o caso.
