Após acidente de moto, paciente acusa Hospital de Trauma de erro médico e vai à Justiça


Uma moradora de Campina Grande ingressou na Justiça com ação de indenização por danos morais contra o Estado da Paraíba e o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, alegando erro médico no atendimento recebido após um acidente de motocicleta ocorrido em março de 2025. 

De acordo com a denúncia, a paciente foi socorrida ao hospital após o acidente e submetida a cirurgia para fixação externa na perna esquerda, seguida de procedimento de revascularização. Ela permaneceu internada por 18 dias devido a complicações pós-operatórias e recebeu alta no fim de maio do mesmo ano, com prescrição de medicação anticoagulante. 

A autora sustenta que, já no primeiro retorno ambulatorial, teria sido constatado que a dosagem do medicamento estava inadequada ao quadro clínico, sendo posteriormente ajustada. Exames subsequentes indicaram alterações vasculares e persistência de déficit funcional no pé esquerdo, o que levou à solicitação de novos exames e encaminhamentos. 

Segundo a ação, apenas meses após as cirurgias iniciais foi realizado exame neurológico que apontou lesão grave no nervo ciático, com comprometimento motor significativo. A paciente afirma que o procedimento cirúrgico corretivo já não era mais viável por ter sido ultrapassado o tempo ideal de intervenção, resultando em perda de cerca de 90% dos movimentos do pé esquerdo. 

A defesa da autora atribui o quadro a negligência e imperícia de profissionais do hospital, alegando que exames essenciais deveriam ter sido solicitados logo após a revascularização, o que teria permitido tratamento adequado em tempo oportuno. Com base na responsabilidade objetiva do Estado por atos de seus agentes, a ação pede condenação solidária dos réus ao pagamento de indenização por danos morais. 

O caso segue em tramitação. O Estado ainda não se pronunciou no processo.

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