A Câmara Municipal de Campina Grande começou a analisar um projeto de lei que propõe denominar uma das novas escolas da rede municipal com o nome de Thomas Bruno Oliveira, jornalista, historiador, professor e escritor campinense falecido em dezembro de 2025, aos 41 anos. A iniciativa é de autoria da vereadora Jô Oliveira (PCdoB) e busca homenagear a trajetória intelectual e cultural do pesquisador, reconhecido por sua atuação em defesa da memória e da identidade regional.
Na justificativa da proposta, a parlamentar destaca a relevância do legado deixado por Thomas Bruno para a cultura e a educação da cidade. “Thomas dedicou sua vida à pesquisa, preservação e difusão da história, da cultura e da memória da Paraíba e, em especial, de Campina Grande, de modo que sua atuação multifacetada e seu profundo conhecimento o tornaram uma referência intelectual e cultural em nossa cidade”, afirma.
Mestre em História e especialista em História do Brasil e da Paraíba, Thomas Bruno atuou como cronista do jornal A União e colunista do Diário do Turismo, onde assinava a coluna “Mundo Sertão”. Também colaborou com o Arquivo Público Municipal e com o Museu de Paleontologia da Universidade Estadual da Paraíba, além de integrar instituições como o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a Academia de Letras de Campina Grande e a Sociedade Paraibana de Arqueologia.
Ao defender a homenagem, Jô Oliveira ressalta que a denominação de uma escola com o nome do historiador tem valor simbólico para as futuras gerações. “Uma escola municipal que leve seu nome será um símbolo permanente de seu compromisso com o saber, um farol que inspirará alunos e professores a valorizarem a história, a literatura e a cultura local que ele tanto amou e divulgou”, pontua.
O projeto estabelece que o nome de Thomas Bruno Oliveira seja atribuído a uma das novas unidades educacionais em implantação no município. A matéria segue tramitação nas comissões permanentes da Casa de Félix Araújo antes de ser levada à votação em plenário.
