Por Alessandro Sousa
Desde julho de 2022, começou a ser emitida a Carteira de Identidade Nacional (CIN), atualmente muitas dúvidas vem surgindo entre viajantes, principalmente com notícias falsas em redes sociais afirmando que o novo documento já é obrigatório.
A CIN irá substituir gradualmente o Registro Geral (RG) passando a utilizar o CPF como número único de identificação em todo país. O novo documento já está disponível ne versão física e digital, pelo aplicativo do gov.br, mas essa troca será progressiva nos próximos anos.
Para viagens dentro do Brasil, nada muda. Além do RG, documentos como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), continuam sendo aceitos para embarque normalmente. A CIN, também já pode ser utilizada, mas não é obrigatória em viagens nacionais em substituição ao RG.
Mesmo com a CIN, o RG continua sendo válido em todo território nacional até 28 de fevereiro de 2032, prazo que foi definido pelo governo federal para substituição gradual. Vale lembrar que o antigo RG pode ser usado, mas desde que esteja em bom estado permitindo a boa identificação do passageiro.
Já para viagens nos países do Mercosul e associados, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, onde a entrada é permitida sem passaporte, apenas com documento de identificação como RG, a CIN já passa a ser recomendado, já que seguem padrões internacionais, além de possuir código compatível com sistemas migratórios. É importante lembrar que, neste caso, o documento precisa ser apresentado na versão física.
Para destinos internacionais fora o Mercosul, a regra permanece inalterada. O passaporte continua sendo o documente obrigatório, independente do tipo de carteira de identidade. Se você planeja viagens internacionais nos próximos anos, é bom programar a emissão da CIN, assim evita qualquer problema na viagem.
Boa viagem e boa leitura.
Alessandro Sousa - Agente de Viagens há 28 anos
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