Forçação de barra para tentar promover “Queiroguinha” cria situação patética no palanque de Efraim e fragiliza a direita


Por Lenildo Ferreira

Uma situação constrangedora e com momentos inegavelmente patéticos que marcou a passagem do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) pela Paraíba foi a forçação de barra extrema do pré-candidato Queiroguinha para colar – quase que literalmente – sua imagem à do senador do Rio de Janeiro.

Fazendo ares de importante dentro do PL paraibano mesmo sem ter relevância política nem densidade eleitoral, mas por ser filho do então presidente da legenda no estado, Queiroguinha grudou em Flávio – repita-se: quase literalmente.

Na hora da “dancinha” do pré-candidato à presidência, o filho de Marcelo Queiroga, que é pré-candidato a deputado estadual, tropeçando na falta de jeito para requebrar no “funk do 01”, praticamente perseguiu o presidenciável pelo palco.

As cenas registradas durante a filiação de Efraim Filho ao PL e o lançamento da pré-candidatura do senador ao Governo do Estado vão além da mera anedota comum da política. Na verdade, representam um quadro que descredibiliza o próprio palanque do futuro concorrente ao Palácio da Redenção.

Buscando despontar como a opção do bolsonarismo na Paraíba, Efraim já enfrenta a dificuldade inegável e óbvia de não contar com nomes de expressão mínima para compor chapa ao Senado, sendo a candidatura de “Queirogão” um projeto sem grande aceitação da direita.

E Marcelo Queiroga, com um projeto nitidamente frágil, ainda põe no cenário Queiroguinha para concorrer, o que, na leitura política mais elementar, aponta para o fato de que a pré-candidatura do pai tem como objetivo real tentar guindar o nome do filho. 

O pequeno projeto familiar, por não fugir à prática geral da velhíssima política paraibana, seria apenas mais um caso, portanto, sem maior significado, não fossem os transtornos que gera ao bolsonarismo na Paraíba e à pré-candidatura de Efraim. 

O senador, inclusive, ficará com o comando do partido no estado e terá a oportunidade e a missão difícil de tentar construir uma chapa mais forte e evitar a repetição de cenas pitorescas na campanha. Do contrário, o bolsonarismo na Paraíba ficará refém de outros episódios constrangedores e o projeto majoritário não será levado a sério nem pela própria direita. 

Lenildo Ferreira - jornalista e advogado

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