POLÍTICA PB | Nasce uma liderança que policiais civis nunca tiveram - Saulo Nunes


Os números comprovam o aumento de policiais conquistando assentos políticos a cada dois anos de pleito eleitoral no Brasil. Não vou me ater aos dados estatísticos agora (eles são facilmente obtidos via internet), pois prefiro me portar ao ‘porquê’ desse fenômeno. Numa visão geral, a segurança pública – em todos os seus aspectos – foi ignorada pelos holofotes da Política nas últimas décadas, e agora o cenário das ruas cobra essa conta. A ponto de, agora, até mesmo figurões da dita ‘esquerda’ partirem para algo parecido com o “bandido bom é bandido morto” em suas postagens nas redes sociais, no afã de conquistar votos. Pois é...

Afunilando o assunto, em meio à multidão de eleitores existem os subgrupos sociais, divididos pelas chamadas ‘minorias’ (pautas ambientalistas, LGBTs, pessoas com deficiência, etc.), além dos núcleos compostos pelas categorias profissionais: pessoal da saúde, da educação e, claro, da segurança pública. Aqui, chegamos ao ponto crucial do texto de hoje.

Os policiais civis da Paraíba nunca contaram com uma liderança político-partidária capaz de agregar a maior fatia dos seus integrantes. A presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira (Aspol), Suana Melo, já tentou representar a categoria em casas legislativas, mas, por motivos diversos, não atingiu a meta necessária ainda. Suana, no entanto, continua exercendo papel importante na esfera sindical. 

WALLBER VIRGOLINO

Sim, a Assembleia Legislativa da Paraíba já reserva dois mandatos ao delegado/PC Wallber Virgolino. Ele foi eleito – e muito bem votado – nas eleições de 2018 e 2022, mas ainda assim não conseguiu (ao menos até o momento) cair na graça da maior parte dos policiais civis paraibanos. As polícias no Brasil enfrentam sérios problemas internos – fato constatável com dois minutos de Google –, e isso pode explicar o pouco trânsito de Virgolino nas categorias de base da PCPB.

O NOME DO MOMENTO

Por falar em Google, acabei de consultar que “na política não existe espaço vazio”. Bobeou, nego encosta. Só que para um público razoavelmente pensante não basta ‘encostar’. Tem que dizer a que veio. É aqui onde entra o nome que cresce nos corredores murmurantes da Polícia Civil paraibana.

Paulo Tarcísio Pessoa Jardim, 42 anos; bacharel em Direito; campeão mundial de Jiu-Jitsu em Las Vegas (EUA), em 2015; eleito vereador em João Pessoa em 2020 (2.273 votos); reeleito em 2024 (2.994 votos). Investigador da PCPB, os ares de 2026 desenham Tarcísio como a peça que faltava para representar a maior fatia do bolo que compõe a Polícia Civil do estado.

Além de ser investigador e vereador reeleito na capital, Jardim desponta atualmente como o mais importante elo entre sua categoria (classe investigativa da PCPB) e o novíssimo governo Lucas Ribeiro, em um pleito que, se concretizado, atravessará gerações de acenos satisfatórios.  Em outras palavras, “eu vou morrer e não esquecerei disso”, conforme rumorejam vozes nos corredores aparentemente silenciosos da PC paraibana.  

A VIRADA DE CHAVE

Os editais dos concursos da Polícia Civil na Paraíba exibem um nível intelectual cada vez mais elevado para ingresso na instituição. Isso significa dizer que, teoricamente, cada certame traz consigo pessoas/profissionais mais exigentes, mais pensantes, mais convictos de seus direitos. Não à toa, a PCPB tem sido manchete [positiva!] em rede nacional incontáveis vezes, nos últimos oito anos (já falei muito sobre isso aqui na coluna). Posso provar que mais da metade desse trabalho sai exclusivamente das mãos e cérebros dos investigadores. 

É essa massa pensante e de capacidade técnico-científica elevada que está identificando em Tarcísio Jardim a peça-chave que faltava para representar seus pleitos/direitos nas Tribunas do Poder. 

Tarcísio está na iminência de assumir mandato na Assembleia Legislativa. Para a maioria que compõe a força motriz da PCPB, é a liderança política que a instituição nunca teve. 

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