A Unimed João Pessoa divulgou uma nota oficial rebatendo as acusações apresentadas pela Aliança Nacional pela Defesa Ética na Saúde ao Ministério Público da Paraíba. A entidade havia denunciado a operadora por suposto descumprimento sistemático de decisões judiciais relacionadas à realização de cirurgias e tratamentos de urgência.
Na resposta, a cooperativa afirma que a denúncia é “leviana, desprovida de base técnica e jurídica” e acusa a entidade de tentar transformar “divergências assistenciais, regulatórias e processuais em narrativa criminal artificial”.
A Unimed João Pessoa também negou a existência de qualquer política interna de descumprimento de decisões judiciais. Segundo a nota, são “falsas, ofensivas e irresponsáveis” as afirmações de que a operadora trataria ordens judiciais como “despesa operacional” ou manteria uma suposta “desobediência institucionalizada”.
Ainda conforme a cooperativa, a atuação da empresa ocorre sob “rígidos controles internos, regulatórios e judiciais”, observando normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar, contratos firmados e determinações do Poder Judiciário.
Na nota, a operadora cita ainda indicadores oficiais da ANS para sustentar a defesa. De acordo com a cooperativa, o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) apontou notas de 0,7212 no ciclo 2023, 0,8427 em 2024 e 0,7718 em 2025. Para a empresa, os números demonstrariam um “patamar de excelência regulatória, assistencial e setorial”.
A Unimed João Pessoa afirmou ainda que adotará “todas as medidas judiciais cabíveis” contra os responsáveis pelas acusações, alegando que há tentativa de “macular a honra institucional” da cooperativa e de criminalizar sua atuação.
A denúncia revelada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, pede investigação por supostos crimes de desobediência e exposição da vida ou da saúde a perigo, além da prisão preventiva de dirigentes da operadora.
Leia na íntegra:
A Unimed João Pessoa repudia, com veemência, as acusações levadas ao Ministério Público da Paraíba pela denominada Aliança Nacional pela Defesa Ética na Saúde Suplementar (Andess). A denúncia, nos termos em que apresentada, é leviana, desprovida de base técnica e jurídica, e tenta transformar divergências assistenciais, regulatórias e processuais em narrativa criminal artificial.
A Unimed João Pessoa não adota, jamais adotou e jamais admitirá qualquer política institucional de descumprimento de decisões judiciais. É falsa, ofensiva e irresponsável a afirmação de que decisões judiciais seriam tratadas como "despesa operacional" ou que haveria uma suposta "desobediência institucionalizada".
A Cooperativa atua sob rígidos controles internos, regulatórios e judiciais, observando a legislação aplicável, as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os contratos firmados e as determinações do Poder Judiciário.
A Unimed João Pessoa destaca, ainda, que sua atuação é aferida por indicadores oficiais da própria ANS. O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), instituído pela RN nº 505/2022, avalia as operadoras de planos privados de saúde por meio de critérios técnicos, assistenciais, regulatórios e de qualidade setorial, atribuindo notas que permitem identificar as melhores operadoras do mercado.
Nesse indicador oficial, medido em escala de zero a um, a Unimed João Pessoa obteve notas expressivas nos últimos ciclos: 0,7212 no IDSS 2023, ano-base 2022; 0,8427 no IDSS 2024, ano-base 2023; e 0,7718 no IDSS 2025, ano-base 2024. Tais resultados, verificáveis nos canais oficiais da ANS e da própria Cooperativa, confirmam que a Unimed João Pessoa se mantém em patamar de excelência regulatória, assistencial e setorial, realidade objetiva que desmonta a narrativa artificial, sensacionalista e irresponsável lançada pela denunciante.
Por fim, a Cooperativa informa que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar aqueles que, sob o falso pretexto de defender interesses coletivos e movidos por interesses pessoais escusos, buscam disseminar imputações inverídicas e levianas, em clara tentativa de macular a honra institucional da Unimed João Pessoa e criminalizar, de forma irresponsável, a atuação regular, ética e historicamente reconhecida de uma operadora de saúde que, há décadas, presta assistência qualificada e comprometida a milhares de paraibanos.
