Valéria Aragão propõe programa “Meu Bairro Mais Limpo” para combater descarte irregular de lixo em Campina Grande


A vereadora Valéria Aragão (REP) apresentou um projeto de lei na Câmara Municipal de Campina Grande que institui o programa “Meu Bairro Mais Limpo”, voltado à redução progressiva de pontos viciados de lixo e do descarte irregular de resíduos sólidos no município.

A proposta prevê ações integradas entre poder público e comunidade, com foco em educação ambiental, monitoramento de áreas críticas e intervenções urbanas para recuperação de locais degradados pelo lixo. O texto também estabelece metas territoriais de redução do descarte irregular, avaliadas semestralmente por regiões administrativas da cidade.

De acordo com o projeto, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) ficará responsável pelo mapeamento georreferenciado dos chamados “pontos viciados” de lixo. Após a limpeza dos locais, poderão ser realizadas intervenções como plantio de mudas, instalação de sinalização e implantação de mobiliário urbano simples.

A matéria ainda cria o selo “Comunidade Limpa”, que será concedido anualmente a bairros e comunidades que alcançarem metas de redução de descarte irregular e mantiverem áreas recuperadas sem novos focos de lixo por pelo menos seis meses. Os locais certificados terão prioridade na indicação de emendas parlamentares destinadas à revitalização de praças e áreas de lazer.

Valéria afirma que o descarte irregular de resíduos representa um problema crônico em Campina Grande e defende uma atuação baseada também na conscientização da população. “O programa ‘Meu Bairro Mais Limpo’ inova ao deixar de tratar o problema apenas como ‘caso de polícia’ ou ‘limpeza mecânica’, inserindo a educação comunitária e o reconhecimento do mérito dos moradores como motores da mudança”, destacou a vereadora.

A parlamentar também argumenta que a iniciativa pode contribuir para a prevenção de alagamentos e de doenças causadas pelo acúmulo inadequado de resíduos. Segundo ela, “um bairro limpo não é apenas um direito urbanístico, mas um componente essencial para a redução de gastos públicos com saúde e melhoria da qualidade de vida das comunidades”.

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