O querosene de aviação (QAV) representa hoje cerca de 40% a 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Nos últimos dias, a Petrobrás anunciou uma redução de aproximadamente 14,2% no preço do produto, mas é importante lembrar que o valor quase que dobrou após a guerra com Irã.
O reajuste total já chegou a 97,6% e a queda anunciada recentemente pelo Governo representa uma redução de apenas R$ 0,93 por litro. Em abril, as empresas aéreas já alertavam para as consequências severas com os reajustes e não demorou. No mês de maio houve uma redução de voos por parte as empresas aéreas em praticamente todo país. Em maio a Latam já anunciava que junho também teria redução de voos em várias cidades para amenizar o impacto nos custos operacionais em decorrências dos reajustes.
A ABEAR (Associação Brasileiras das Empresas Aéreas) divulgou nota informando que “embora 80% do QAV seja produzido no Brasil, a precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhas aéreas.”
A entidade defendia na nota a implementação de mecanismos que permitisse diminuir os impactos, garantindo assim, o desenvolvimento e conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações. O governo federal adotou medidas para tentar conter a pressão sobre o setor aéreo. Em abril, o governo por decreto, reduziu a zero alíquotas de PIS/COFINS sobre o combustível até o dia 31 de maio, sendo prorrogado até 31 de julho de 2026.
Para o segundo semestre, diante o atual cenário, as empresas aéreas projetam nova redução de malha, tudo para minimizar os impactos nos custos operacionais e isso já preocupa o setor, quanto menor o número de voos, maior o valor do ticket, isso afeta diretamente o setor corporativo, que na maioria das vezes precisa realizar viagem em datas muito próximas. O setor de turismo pode sofrer em algumas situações, mas para quem puder programar suas viagens, apesar da redução, será possível encontrar tarifas adequadas as suas viagens.
Boa viagem e boa leitura.
Alessandro Sousa - Agente de Viagens há 28 anos
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