Campina Grande, 20 de julho de 2026
Depois de nove anos de hiato, a Feira de Tecnologia de Campina Grande voltou com força. Realizada pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba em parceria com o Governo do Estado da Paraíba e o Sebrae, foi um espaço de conexões, experiências, negócios, aprendizagem e valorização de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do território. Entre os dias 7 e 12 de julho, a 15ª edição da FETECH reuniu cerca de 20 mil pessoas no Centro de Convenções, mais de 100 espaços expositivos e um tema que não poderia ser mais atual: Inteligência Artificial, Inovação e Sustentabilidade. Para quem acompanha de perto o ecossistema local, o retorno da feira é muito mais do que um evento, é um emblema da vocação da cidade e um símbolo de crescimento.
Um ecossistema que se mostrou inteiro
O que chamou atenção nesta edição não foi apenas o volume de público, mas a diversidade de quem ocupou os estandes. A UFCG levou mais de 20 projetos, do Smart Campus a tecnologias assistivas impressas em 3D. A Secties apresentou o Centro Internacional de Computação Quântica e um planetário que, por si só, atraiu 10 mil visitantes.
Escolas municipais mostraram robótica feita por estudantes. Os ecossistemas de inovação E.InovCG, de Campina Grande, e o Farol Digital, de João Pessoa, chegaram com estande próprio para reforçar que inovação na Paraíba já é conversa regional, não mais isolada em uma única cidade.
Essa multiplicidade representada através da robótica escolar à computação quântica, passando pelo setor público com o programa Atualiza APS da Secretaria de Saúde, é a prova mais concreta de que Campina Grande não depende de um único ator para sustentar sua vocação tecnológica.
Vale destacar que a grande maioria dos atores que compõem o Grupo Tração do E.InovCG marcou presença nos estandes para se aproximar dos três públicos convocados pela feira: empresários, estudantes e sociedade em geral. Uma forma de aproximar a inovação de diferentes mundos e de despertar interesse por meio das evidências e resultados já conquistados.
E.InovCG e a Rota Caminhos da Inovação
A FETECH funcionou como vitrine para empresas, startups, universidades e investidores. Vale registrar que a organização ofertou 100 estandes gratuitos para startups, um gesto que reduz a barreira de entrada e democratiza o acesso a quem está começando.
E foi justamente nesse contexto de conexões que o E.InovCG teve protagonismo ativo durante os cinco dias de feira, com cobertura própria dia a dia destacando as conexões estratégicas dos participantes do ecossistema. O momento foi aproveitado também para dar visibilidade à Rota Caminhos da Inovação, iniciativa coordenada pelo ecossistema com apoio do Sebrae Paraíba, que organiza roteiros temáticos sobre Inovação e Tecnologia, Gestão e Governança, Saúde e Biotecnologia, Agroinovação, Educação e Pesquisa, Economia Criativa e Empreendedorismo, além de um roteiro transversal integrador.
A coincidência de calendário com o Encontro Nacional do FORTEC, realizado durante a própria FETECH, foi um acerto estratégico: gestores de inovação e transferência de tecnologia de todo o país tiveram a chance de conhecer, na prática, um modelo territorial de articulação que vai além do estande isolado e que já nasce pensado para atrair turismo de negócios e investimentos externos.
Para representantes de ecossistemas como o Caatinga Valley, presentes na mesma dinâmica de feira, a Rota funciona como convite direto: mostra que Campina Grande não compete apenas por atenção pontual, mas oferece um roteiro replicável de visitação institucional, técnica e de negócios, com potencial de conectar diferentes polos de inovação do semiárido nordestino em uma agenda contínua.
O desafio que vem agora
Feiras como a FETECH medem o pulso de um ecossistema num momento específico. O verdadeiro teste vem depois: quantas das conexões geradas nos estandes, ou nas conversas paralelas entre atores do ecossistema e entusiastas, vão se transformar em parcerias formais, novos empreendimentos, rotas de visitação recorrentes ou negócios fechados nos próximos meses? A ausência, até agora, de um balanço econômico oficial da feira é um ponto de atenção para um ecossistema que se pretende estratégico e precisa aprender a medir o próprio impacto, não só celebrá-lo.
Se Campina Grande quer que a FETECH seja mais do que uma vitrine periódica, e que a Rota Caminhos da Inovação se torne de fato um instrumento de atração regional, a conversa não pode terminar no dia 12 de julho. Na verdade, é ali que ela começa, e agora depende de transformar a agenda da feira em roteiro permanente de cooperação.
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Carlos Alejandro Rueda Angarita - Consultor Empresarial, Mentor Internacional de Negócios Inovadores e de Impacto Social, na Carlos Rueda Consultoria, Doutor, Cum Laude, em Economia da Empresa, Mestre em Desenvolvimento de Sistemas para o E-commerce, Mestre em Economia da Empresa pela Universidad de Salamanca (Espanha), Administrador de Instituições de Serviço pela Universidad de La Sabana (Colômbia), +10 anos de experiencia em cargos de liderança, CEO do Núcleo Gestor do Ecossistema de Inovação de Campina Grande (E.INOVCG), Especialista em Empreendedorismo no Parque Tecnológico Horizontes da Inovação (PTHI), Embaixador da Economia Criativa da RBCC - Rede Brasileira de Cidades Criativas (UNESCO), Colunista do Portal Digital Hora Agora, Co-líder do NASA Space Apps International Challenge e do Tech Brazil Advocates Campina Grande e recentemente Membro Delegado da ALAS – Latin American Startup Alliance | Cohort 2026.
