Análise: veja quais secretarias poderão ser alvo de trocas na PMCG para acomodar aliados de Bruno não eleitos


Com o resultado das urnas em 04/10 estabelecendo o insucesso de alguns candidatos aliados do prefeito Bruno Cunha Lima, a expectativa nos corredores da política é que algumas pastas estariam em evidência para acomodar pelo menos parte dos que não se elegeram.

Na bolsa de apostas, uma das cadeiras em evidência é a da Chefia de Gabinete. Vitor Ribeiro, que foi o candidato de Bruno a deputado estadual, seria o nome mais cotado para substituir Waldeny Santana, que por sua vez migraria para outra posição.

Vitor, inclusive, não deve voltar à Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), seu posto de origem. Conforme integrantes do governo, Bruno considera que Neto Medeiros se consolidou na autarquia e deve ficar.

Ainda quanto à Chefia de Gabinete, a pasta também poderia, em tese, ser disponibilizada para o atual deputado federal Romero Rodrigues a partir de fevereiro.

Na Cultura, um caminho considerado natural seria o retorno de André Gomes, que havia deixado a pasta para ser candidato a deputado estadual. Pelo menos por ora, não existem “apostas” em nomeações para Manoel Ludgério, que tentou sem sucesso retornar à Assembleia Legislativa, e Tovar Correia Lima, que não conseguiu a reeleição.

Ocorre, porém, que a PMCG tem uma secretaria atualmente sem gestor, a pequena Ciência e Tecnologia, além de um auxiliar sem nomeação desde o início da gestão Bruno 2: a Agência Municipal de Desenvolvimento (Amde). A eventual escalação de Ludgério e Tovar (neste caso em 2027) não seria totalmente impossível, apesar dos ruídos entre o emedebista e o prefeito.

Nelson Gomes Filho, que foi candidato a deputado federal, poderá retornar à Coordenadoria de Articulação Política. 

Já o bloco alinhado ao senador reeleito Veneziano Vital poderá contabilizar a indicação de Ana Cláudia, esposa do parlamentar, que também não conseguiu sucesso na candidatura a deputada estadual. O MDB tem atualmente a Secretaria de Assistência Social, comandada por Fábio Thoma. Nesse caso, a dúvida é se o partido seria contemplado com outra cadeira do primeiro escalão.

Naturalmente, toda essa conjectura é, por ora, parte das ilações de bastidores, sem confirmação dos nomes envolvidos. 

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Lenildo Ferreira (Hora Agora)

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