Não sei por quanto tempo mais, as igrejas no Brasil viverão um estado de fracasso e derrota, fraqueza e inanição, tristeza e dor, vergonha e humilhação, realidade que claramente se vê, se percebe e se sente já tem um bom tempo.
Igrejas sem glória, sem brilho, sem vida, sem poder, sem presença divina, sem ação e unção do Espírito Santo, igrejas sem identidade cristã, sem testemunho de vida, sem impacto na sociedade, sem referência, sem condições de ser igreja.
Igrejas Laodicéia, ricas materialmente, luxuosas por dentro e por fora, donas de muito patrimônio, preocupadas em ter mais, fazer mais, soberbas, vaidosas, avarentas, ostentadoras, preocupadas com o que podem apresentar aos olhos dos homens.
Sem a chama do evangelho, sem o fogo dos sete espíritos de Deus, sem o ardor de servir ao Senhor, mas também sem a brisa vespertina da presença de Deus, tornando-se igrejas meramente mornas espirituais sujeitas ao vômito de Deus.
Igrejas Éfeso, cheias de aparências inclusive de santidade, porém negando a eficácia desta, cheias de rituais, alguns extravagantemente produzidos para chamar atenção porque o intuito não é o que a essência que possui, mas a imagem que reproduz.
Carregadas de hipocrisia social moral, politica, ideológica, material, financeira, religiosa, comportamental, organizacional, uma vida dupla entre o discurso e a prática, entre o que se cobra das pessoas e aquilo que oferta a estas, entre a santidade pregada e o pecado escondido.
Igrejas, apenas isso, igrejas, sem afeto, sem misericórdia, sem perdão, onde o amor tem esfriado de quase todos, mas dando lugar a iniquidade que aumenta a cada dia que afasta ou tira do meio o verdadeiro e ou real propósito de ser, de existir, comunidade, em unidade, união e comunhão.
Igrejas apóstatas, amantes de evangelhos múltiplos, dadas a ouvir espíritos enganadores, vivendo a corrupção teológica e doutrinária, que troca as verdades bíblicas por discursos vazios, mas convenientes, que não mais se preocupam com os desvios éticos de lideranças e membrezia.
Igrejas Icabô(des), perderam sua Glória a Glória de Deus, e o que é pior, não têm, não buscam, nem sentem mais a falta da presença dEle, estão satisfeitas em viver com o que tem e ou o que são para o mundo, a vaidade de ostentar seus templos, seu povo, suas riquezas, seus poderes terrenos.
Deus não é mais o Senhor soberano o Deus da Igreja, o digno de adoração e louvor, mas o gênio de uma lâmpada criada por filosofias, fábulas enganosas, sentimentos romantizados para interpretarem as Escrituras, e por isso mesmo vivem um declínio espiritual sem precedentes na história.
Perderam o poder pleno da Graça e Misericórdia de Deus, vivem com as migalhas que caem para os remanescentes, e parecem estarem satisfeitas com isso, porque ao que tudo indica estão sendo saciadas e ou supridas pelos manjares do rei-mundo.
Uma realidade refletida no comportamento daqueles que dizem pertencer a uma igreja, onde não há observância aos princípios e valores cristãos, onde o entendimento de ser diferente do mundo está no traje e ou nos adornos, nunca no caráter.
Onde há escândalos no padrão de “santidade” institucional (pelo cabelo pintado de alguém, a saia, calça e ou bermuda de outro, o cinema de alguns ou o vinho de uns outros), mas não no compartilhar mentiras, calunias, ideologias nefastas e tantas outras práticas pecaminosas.
Igrejas que estão com as mãos manchadas de sangue de inocentes, com cofres e ou bolsos cheios de dinheiro de corrupção e ou outros crimes que os gerou, carregadas de idolatria e rituais a deuses estranhos profanando a casa que deveria ser de Deus.
Esta realidade tem colocado estas igrejas sob juízo divino, estão nas mãos de um Deus irado, é por isso que não há prosperidade, embora haja riqueza material, não há mais manifestação do poder de Deus, embora haja muitos movimentos.
Há muita petição mas pouca ou nenhuma resposta, há muito desejo mas sem a realização, há muitos projetos, mas não há efetividade, há inchaços mas não crescimento, há propaganda mas não tem produto.
É por isso que em lugar de honra tem passado pela vergonha, em lugar da ousadia tem prevalecido a covardia, no lugar do destemor tem vivido o medo, em lugar de avançar, tem estagnado, em lugar de vencer tem experimentado a derrota.
Quem tem ouvidos ouça, quem lê entenda, ao anjo da igreja, diz, ao anjo da igreja escreve, está escrito.
Campina Grande/PB, 26 de outubro de 2026
Waltair Brito Júnior
