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Duplicação da Alça Sudoeste: urgência que só ignorância e má-fé negariam



Por Lenildo Ferreira

As autoridades políticas e representantes de instituições que estiveram na FIEP na última sexta-feira, no ato em defesa da duplicação da BR-230 no trecho da Alça Sudoeste, apenas evidenciaram um fato óbvio demais para qualquer cidadão médio: a obra é de urgência extrema e inadiável.

Não precisa ter duas cabeças para entender que uma rodovia federal que corta a segunda maior cidade do estado simplesmente não pode ser faixa única. Sobretudo porque, ao contrário dos tempos passados da abertura da artéria, hoje o setor é urbanizado, em plena expansão imobiliária e com tráfego cada vez mais intenso, rota para boa parte dos municípios da região e além.

O resultado desse gargalo: trânsito travando, uma quantidade enorme de veículos (inclusive de carga) que poderiam utilizar a alça optando por passar por dentro da cidade, prejuízo econômico, óbice ao desenvolvimento, número elevado de acidentes e de mortes.

Não é apenas a CDL ou a Associação Comercial de Campina Grande que enxergam essa realidade óbvia. Tampouco a Câmara de Vereadores local. O Sinduscon da Paraíba, o Secovi estadual, a FIEP, a Assembleia Legislativa, a Famup, prefeitos e vereadores de vários municípios se associaram ao clamor – e essa é a expressão – em defesa da obra em caráter urgente.

Até a Polícia Rodoviária Federal, apresentando dados mais do que eloquentes, comprovou que a intervenção é vital – literalmente – e defendeu firmemente a duplicação.

IGNORÂNCIA OU MÁ-FÉ?

Ainda assim, e apesar de a duplicação demandar apenas uma pequena fração das emendas parlamentares disponíveis aos congressistas paraibanos, isoladamente aparece quem pretenda diminuir essa urgência. Coisa tão impressionante de estapafúrdia que é como ter duas cabeças e nenhuma delas pensar.

Gente que não leu os dados, que não se importa de estudar um assunto antes de comentar, que nem conhece a Alça Sudoeste, que ignora completamente a importância do trecho para toda a Paraíba – e que, aliás, reputa que a Paraíba só existe nos arredores da praia.

Não é apenas bairrismo estúpido, é estupidez pura e completa. Até porque ninguém que esteve na FIEP na sexta se opõe, por exemplo, à demanda também justa da triplicação da BR-230 em Cabedelo. Que, por sinal, está nos planos do DNIT e cabe na carteira das emendas.

Mas, esse tipo de exercício opinativo desprovido de informações ou conhecimentos, lastreado apenas em achismo, bairrismo, fanatismo e outros “ismos” ideológicos que se disfarçam de jornalismo, é, deploravelmente, uma marca crescente da mídia contemporânea.

Resta, sobre o caso concreto, a pergunta: ignorância ou má-fé? A resposta, assim como a essencialidade evidente da obra, mostra-se óbvia: os dois.


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