"A quem interessa, quem lucra?" - Por Waltair Pacheco de Brito Jr


2024 chegou, e com ele as eleições municipais Brasil a fora, cada município vivendo suas peculiares, inusitadas, acirradas, acaloradas e desafiadoras disputas eleitorais, tanto majoritárias quanto proporcionais.

O cenário nos aponta eleições extremamente disputadas, e isto sem dúvida alguma se deve muito ao fato da polarização que vivemos entre direita e esquerda ou por que não dizer, entre Bolsonaro e a esquerda, isto é, entre Bolsonaro e o ativismo político do judiciário, a militância esquerdista da grande imprensa e classe artística e é claro os partidos políticos que sustentam a ideologia.

Este é assunto para outra matéria.

Como habito e orbito Campina Grande e João Pessoa respectivamente, vou me ater atrevidamente a comentar estes dois cenários paraibanos no que diz respeito as eleições majoritárias em duas matérias, começando por Campina Grande.

Na Rainha da Borborema o grande assunto já desde o ano passado é a confirmação ou não do nome do Dep. Federal e ex-prefeito da cidade Romero Rodrigues para a disputa eleitoral, engraçado é que o nome de Romero figura tanto em grupos de situação como nos de oposição.

Esta inusitada situação se dá pelo fato do ex-prefeito ter deixado seu segundo mandato com incríveis 90% em números absolutos de aprovação, segundo pesquisa da 6Sigma publicada em 13/11/2020 pbnews. Isto indubitavelmente o credencia a disputa e mais do que isso, o projeta a uma probabilidade de vitória com números hoje elevadíssimos.

Não é segredo de ninguém, pois é dito nos quatro cantos da cidade que se ele vier para a disputa sem dúvida alguma será o eleito.

Eleição é como uma partida de decisão de campeonato de futebol por exemplo, não há empate, apenas quem vence e quem perde.

Nestas eleições a quem interessa a candidatura de Romero Rodrigues, quem ganha, quem lucra com isso, quem realmente vence, quem perde?

Evidentemente no cenário atual, Romero Rodrigues venceria a disputa, mas, seria a eleição o único bem, o único troféu a ser vencido, seria a melhor competição a se disputar e vencer?

Há quem defenda seu nome na disputa por entender que ele fazendo isto atenderia um clamor da população sob pena de em não o fazer poderia colocar em risco sua carreira política. Há quem defenda por entender que seria o caminho mais prático e natural a ser percorrido rumo ao Palácio da Redenção, sonho que o campinense sabe existir por parte do ex-prefeito e atual Dep. Federal.

Há evidentemente os que defendem sua candidatura simplesmente por quererem vê-lo repetir sua administração extremamente exitosa segundo avaliação da grande maioria da população da cidade.

Estes aspectos colocados ou estas ideias apontadas, orbitam o entendimento e opinião de grande parte de homens e mulheres deste município, sejam eles cidadãos comuns, sejam eles homens e mulheres com mais participação direta na política, como parlamentares, assessores destes, jornalistas.

Onde é que cabe o contraditório nesta história? 

Não cabe aqui pensar que para muitos seria uma forma de engessá-lo, eliminá-lo da disputa em 2026? Vejamos, seria prudente e ou inteligente deixar a prefeitura na metade de um primeiro mandato para disputar outro cargo governo ou senado por exemplo?

Não caberia também o pensamento e ou ideia de que para outros é uma forma de tirar sua atual condição de força política campinense, paraibana? Pensemos, sairia ele da prefeitura tão bem avaliado, sairia com o mesmo capital eleitoral que tem hoje?

Será que não pode se dá cabimento ao pensamento de que para outros tantos seria uma forma de reprova-lo isto é, tirar a imagem de bom gestor? Porque, repetiria ele o sucesso de seus dois primeiros mandatos, lembrando que não há por exemplo uma pandemia em curso para administrar, o que aconteceu no seu segundo mandato e ele soube administrar bem a situação, além é claro dos recursos advindos do governo federal que lhe permitiu muitas ações, o que elevou significativamente sua aprovação.

Pois é, quem ganha e quem perde com Romero Rodrigues na disputa, e o que se ganha e o que se perde, a quem interessa e para quem não é interessante, principalmente se ele vencer o pleito?

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