Mais de 3 meses após rompimento na Cagepa, Polícia Civil silencia e delegados não são autorizados a falar


O rompimento de um tanque da Cagepa no reservatório da companhia no bairro da Prata, em Campina Grande, completou três meses no último domingo, 08. Uma pessoa morreu e imóveis foram parcial ou totalmente destruídos, gerando um dano da ordem de R$ 3,7 milhões pagos às famílias atingidas.

À época, as autoridades prometeram uma investigação transparente para chegar às causas do colapso e eventuais responsabilizações. Todavia, passados mais de três meses, a opinião pública não obteve qualquer tipo de resposta por parte das autoridades e o assunto parece caminhar para o esquecimento.

Há cerca de um mês, o jornalismo da rádio Campina FM e o Hora Agora tentam uma declaração da Polícia Civil sobre o andamento da apuração. Em janeiro, a informação foi que a delegada responsável pelo caso, Nercília Dantas, estava de férias e, em sua ausência, ninguém poderia se pronunciar.

Nos últimos dias, mais uma vez a reportagem tentou ouvir a delegada, porém ela informou que precisava de uma autorização da Delegacia Geral para dar entrevista, exigência incomum no cotidiano da Polícia Civil de Campina Grande, que rotineiramente fala à imprensa sobre diversos casos.

Posteriormente, a produção voltou a contatar a delegada, que informou não ter obtido resposta da Delegacia Geral. 

O silêncio da Polícia Civil foi discutido no Jornal do Meio-Dia da Campina FM nesta terça-feira, quando a equipe do programa explicou que a busca de informações não significa pretender que a polícia revele eventuais conclusões das investigações, mas apenas que esclareça à sociedade sobre o andamento do caso, se a apuração está em curso, se os laudos foram fechados e qual a previsão de conclusão dos procedimentos.

Lenildo Ferreira - Hora Agora (Reprodução proibida)

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