O Brasil viveu um dia histórico em seu 29 de abril de 2026, um dia que fará parte da história do País e da politica nacional tendo o Senado Federal mais uma vez como o ator protagonizante ou sendo deste o papel de protagonismo no evento.
132 anos depois, o Senado Federal volta a rejeitar a indicação feita por um Presidente da República de um nome ou de uma pessoa para ocupar uma vaga de Ministro do Supremo Tribunal Federal, algo jamais visto por esta geração e impensado para os moldes da engrenagem politica atual.
Em 1894, o então Presidente Floriano Peixoto teve cinco nomes rejeitados para o STF, de doze que indicou, entretanto nenhuma destas rejeições teve um impacto de derrota e humilhação tão significativa quanto a rejeição do indicado agora por Lula, o Sr. Jorge Messias.
160 dias aproximadamente foi o tempo que durou o processo do Sr. Jorge Messias, da indicação até a sabatina e rejeição no plenário, superando o processo de Andre Mendonça que teve aí 141 dias de espera, mas com resultado completamente oposto, no caso de André, a espera teve final felliz.
Com uma diferença de 8 votos, 34 a favor e 42 contra, especialistas e políticos dizem que foi uma margem apertada, contudo considerando o esforço do Planalto e o contexto histórico de 132 anos de não rejeição, 8 votos pode ser considerado uma diferença gigante, uma derrota humilhante.
O que se tem como esforço do Planalto entre outros mecanismos ou ações empregadas para que fosse facilitado o processo de aprovação do Messias, é a aceleração de R$ 12 bilhões de emendas liberadas para senadores a fim de que tanto na CCJ quanto no plenário o resultado fosse positivo.
A derrota de Messias é humilhante e se faz muito humilhante quando vemos que é uma derrota em conjunta, isto é, uma dupla derrota homem e governo um que errou o caminho o outro que tem cada dia mais se mostrado carcomido, tanto na estrutura quanto na pessoa que a representa.
Se houve derrota, houve vitória, se há derrotados, há de se ter vitoriosos, a questão é quem venceu?
Os derrotados facilmente identificados, mas quem são os vitoriosos, a oposição que vem ao longo de todo o processo mostrando que o Messias não teria condições de assumir e a luta era de fato para que isso não acontecesse trazendo a cada dia argumentos dos mais diversos desfavoráveis a ele?
Ou a vitória é de alguém em particular que trabalhou ardilosamente para que a derrota do indicado ocorresse, inclusive diante do que está sendo mostrado o Presidente do Senado cravou a diferença de votos antes mesmo do resultado ser apresentado oficialmente?
Além da oposição que por motivos óbvios, claros e reconhecidamente justificáveis queriam impor a derrota ao Jorge Messias e ao governo diga-se de forma mais clara o Presidente da Republica que o indicou, quem mais teria interesse nestas derrotas e quais seriam estes?
Dia 29 de abril de 2026, um dia histórico, uma derrota humilhante, uma vitória enigmática no Brasil.
