O repórter Carlos Santos, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, conquistou espaço e admiradores nas redes sociais inicialmente fazendo pautas de direito do consumidor. Para impulsionar sua pré-candidatura, contudo, Carlos Santos passou a fazer pautas em vários municípios, com cobranças e denúncias contra prefeituras.
Recentemente, Carlos denunciou ter sido agredido por policiais militares enquanto fazia uma matéria em Alhandra. Alguns dias após a repercussão do caso, inclusive com publicação de vídeo no qual Ben Mendes defende o colega e diz que sua vida estaria em risco, surgiu uma outra versão para os fatos - carregada de polêmica ainda maior.
Um homem que se apresenta como pastor e trabalhou com Carlos Santos como cinegrafista acusou o repórter da prática conhecida como rachadinha. O homem, Cláudio Henrique, disse que ocupou um cargo comissionado no Governo do Estado, por indicação de Carlos Santos, devolvendo parte do salário todos os meses.
"O salário era R$ 5 mil, eu ficava com R$ 2 mil e entregava R$ 3 mil", acusa. A confusão com a PM ocorreu porque o ex-parceiro de trabalho não teria devolvido a Carlos a parte referente ao 13º salário, o que teria gerado discussões e ameaças.
Cláudio Henrique afirma ter sido responsável por acionar a PM porque Carlos estaria fazendo ameaças, na companhia de um segurança armado. Conforme o cinegrafista, o pré-candidato teria outros indicados na estrutura do Estado.
Todo o imbróglio veio à tona durante participação do repórter no podcast Papo Político Paraíba. Ele se recusou a comentar as denúncias e, inclusive, se retirou dos estúdios quando o assunto veio ao ar.
Questionado durante o podcast e depois por seguidores, Carlos Santos afirmou estar sendo vítima de uma armação e irá se pronunciar em outro momento. O Hora Agora mantém espaço aberto caso o pré-candidato pretenda se manifestar.
O vídeo e o áudio são do podcast @papopoliticoparaiba.
